12 de dezembro de 2009

'Um', romance de Geraldo Lima


Sobre o romance UM, de Geraldo Lima, pelo próprio autor:


Nesta minha primeira narrativa mais longa, o protagonista Paulo, ex-seminarista e professor de faculdade, espera, em seu apartamento em Brasília, por um acontecimento fantástico — uma epifania—, que poderia mudar o curso da sua vida. Enquanto espera, relembra seu relacionamento fracassado com a extrovertida Ana Paula, uma aluna que ele conheceu na faculdade onde leciona; sua amizade com a mística Ariadne, que tenta ajudá-lo ou curar sua alma enferma, como ele sempre diz; sua relação tensa com a mãe convertida ao protestantismo, a qual sempre sonhou vê-lo, primeiro, sagrado padre, depois, pastor; as longas discussões com padre Arthur, responsável pela sua orientação religiosa; e a imagem serena do pai, no qual sempre encontrou um porto seguro.

Toda a narrativa transcorre no espaço de seis horas: a espera inicia-se, mais ou menos, às 19 horas e finda à meia-noite. É nesse espaço de tempo que o protagonista relembra momentos de sua vida reclusa, consumida pela solidão e pelo rancor. Como teve, ou supõe ter tido, uma visão da face de Deus, espera de novo por essa manifestação divina. Mas, como já não pode crer, tudo isso lhe parece impossível. Nesse momento, ele sente como se tudo tivesse se condensado e fosse explodir; essa explosão é interior, psicológica. Sua mente, inquieta, viaja de um ponto a outro em busca de respostas e sossego para sua alma aflita. Mas a existência está fragmentada, e seu ser, fraco, incapaz de levar adiante qualquer compromisso, parece prestes a sucumbir aos apelos da morte.

Visto assim, tem-se a impressão de que “UM” é um texto de caráter esotérico ou religioso. Apesar de estar perpassado por todos eles elementos, seu núcleo é a questão existencial: é a visão de um homem que, já sem escoras, devorado pela solidão e pelo caos da vida moderna, encontra-se prestes a ir à bancarrota. Paulo decidiu que, naquele momento, algo de transcendente teria que acontecer na sua vida para que ela pudesse seguir de novo seu fluxo normal. Mas, como ainda está abalado pela partida de Ana, deixa-se mergulhar no rememorar amargo, quase masoquista.

A narrativa, marcada pelo emprego de uma linguagem predominantemente poética, segue o fluxo de consciência do narrador-personagem; a memória e a observação de situações cotidianas é que determinam o eixo narrativo. Presente e passado alternam-se constantemente. Apesar dessa estrutura aparentemente complexa, creio que a história é de fácil apreensão.

6 de dezembro de 2009

Flamengo: hexacampeão brasileiro


Eu tinha 10 anos de idade quando assisti o penúltimo título do Flamengo, em 1992, contra o Botafogo. Lembro que por algum motivo eu não fui ao culto evangélico que eu frequentava, com meus pais, nas noites de domingo. Só por isso assisti aquele jogo fatídico, com direito a arquibancada quebrada e tudo.
Hoje, 17 anos depois, revivo parte daquela emoção que eu senti, menino (que, embora mineiro, aprendeu, esse menino, a ser flamenguista com uma tia mineira, que aprendeu a ser flamenguista com outro mineiro).
Confesso que o Flamengo proporcionou à minha geração muito mais frustrações do que alegrias. Mas esqueçamos das tristezas. Flamengo é campeão brasileiro de 2009. Hoje tenho um motivo pra estar muito feliz.

5 de dezembro de 2009

Robin Williams e Rio-2016



Grosseria? Piada? Humor? Preconceito?
Só sei que os grandes cheiradores de pó do mundo são eles. E não podemos fazer nada se nossas mulheres são mais bonitas e desejadas que as do seu país.

2 de dezembro de 2009

Jamé Vu, de Homero Gomes

Literatura no Twitter

Está no ar, desde o dia 28 de outubro, o primeiro Twitter de livro noticiado no Brasil. É o Twitter de Jamé Vu, livro de narrativas do escritor Homero Gomes com lançamento previsto para início de 2010. Nele poderão ser encontrados trechos aleatórios de cada uma das narrativas, comentários a respeito do projeto de escrita do livro e notas sobre o andamento da produção do livro, a cargo de uma editora ainda mantida em segredo pelo escritor curitibano. O endereço do Twitter de Jamé Vu é http://twitter.com/hgomesjamevu



Acesse e siga o livro.

20 de novembro de 2009

Anjo de dor, de Roberto de Sousa Causo

LANÇAMENTO DA DEVIR COMEÇA COLEÇÃO
DESTINADA À FICÇÃO DE HORROR


Título: Anjo de Dor
Autor: Roberto de Sousa Causo
Editora: Devir Livraria
Número de Páginas: 207
Arte da capa: Vagner Vargas
ISBN: 978-85-7532-379-3
Preço: R$ 25,00



Anjo de Dor, o novo livro de Roberto de Sousa Causo, é um romance de horror que foi finalista do Projeto Nascente (da Pró-Reitoria de Cultura da Universidade de São Paulo e do Grupo Abril de Comunicações).

A história é ambientada em uma cidade do interior de São Paulo, igual a tantas pequenas cidades próximas a uma grande capital. Ricardo Conte, o protagonista masculino, um jovem artista sem perspectivas, sobrevive de pequenos empregos até que precisa usar o seu talento de pintor para exorcizar demônios que sequer sonhava conceber. Ele encontra em Sheila Fernandes — a cantora que veio da Capital para se apresentar em uma boate da cidade — uma mulher madura de passado violento, e desenvolve por ela uma paixão irresistível. Sheila, porém, é seguida por um homem do seu passado, o sádico Ferreirinha, disposto a tudo para exercer sua vingança.

O encontro de Sheila com Ricardo mobiliza reações em muitas esferas, neste e no outro mundo, e põe em ação mecanismos que ambos vão lutar para deter. A paixão deles pela vida e de um pelo outro não vai permitir que o leitor abandone a leitura nem por um instante.

Esta história, que poderia acontecer em qualquer tempo ou lugar, se distorce e se complica com a entrada insidiosa do sobrenatural que vem transformar tudo.

Ação, violência, sensualidade, terror — elementos que se entrelaçam e se completam em uma narrativa ágil, ambientação sólida e realista, personagens consistentes em suas melhores qualidades e aterradoras deficiências. Todos são vítimas e algozes diante de monstros de pesadelo que se tornam reais. Uma história cinematográfica de arte que ultrapassa as fronteiras da vida e da morte.

A literatura de horror — ou numa definição mais abrangente, a “fantasia sombria” — ganha com este romance um representante original, à altura dos mestres do gênero em qualquer tempo ou idioma.

Com introdução de Rubens Teixeira Scavone (da Academia Paulista de Letras) e texto de orelha de Braulio Tavares.


***


O lançamento de Anjo de Dor acontece no dia 2 de dezembro de 2009, uma quarta-feira, na livraria Martins Fontes da Av. Paulista — Av. Paulista, 509, 01420-002 - São Paulo - SP, tel.: (0__11) 3082.8042 - fax.: (0__11) 3082.8780. A partir das 18h30.

***


Endossos a Anjo de Dor, por importantes personalidades da literatura fantástica brasileira:

“Roberto de Sousa Causo manipula as doses certas de terror e erotismo para empurrar seus personagens, de modo quase hipnótico, na direção de um desenlace fatal. A eficiência de seu controle narrativo demonstra que a literatura de terror, nos moldes daquela praticada por autores best-sellers como Stephen King e Peter Straub, tem amplas possibilidades de se desenvolver no Brasil, como uma ampliação legítima do leque temático de nossa literatura. … Um escritor desse gênero, como de qualquer outro, obtém sucesso quando se entrega todo à obra que escreve, na plena medida de seu envolvimento emocional e de sua habilidade técnica, como se dá no caso de Anjo de Dor”
((( Braulio Tavares
autor de A Máquina Voadora
e A Espinha Dorsal da Memória )))


“Difícil caracterizar com segurança o gênero do enredo: novela policial, argumento de terror, repositário de erotismo, incursão pelo fantástico? … Mas uma coisa é certa, Causo domina qualquer dos gêneros e consegue certa amálgama de situações que subjuga o leitor da primeira à última linha”
((( Rubens Teixeira Scavone
autor de Clube de Campo (Prêmio Jabuti) )))


“Quando a narrativa dá mostras de ter estabelecido uma trilha convencional, magistralmente novos ingredientes vão sendo acrescentados, como se o autor assumisse seu papel de bruxo e no caldeirão mágico fosse depositando um a um… Causo consegue o que parecia ser impossível: dar às cores provincianas de uma cidadezinha do interior uma dimensão universal, mostrando o quão perto estamos de uma realidade cuja existência preferimos não admitir”
((( R.F.Lucchetti
autor de O Crime da Gaiola Dourada
e roteirista de Ivan Cardoso
e José Mojica Marins )))

Anjo de Dor é o primeiro título do novo selo da Devir destinado à literatura de horror: Pentagrama.

Sobre o autor:


Roberto de Sousa Causo cresceu em Sumaré, interior de São Paulo. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo. Seus mais de cinquenta contos e novelas apareceram em revistas e livros na Argentina, Brasil, Canadá, China, Finlândia, França, Grécia, Portugal (com o livro de contos A Dança das Sombras, 1999), República Tcheca e Rússia. Foi um dos classificados no Prêmio Jerônimo Monteiro, da Isaac Asimov Magazine, e no III Festival Universitário de Literatura, com a novela Terra Verde (2001); foi o ganhador do Projeto Nascente 11 de Melhor Texto com O Par: Uma Novela Amazônica (2008). Escreveu para o Jornal da Tarde, Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil, para as revistas Cult, Ciência Hoje e Palavra, etc. Mantém coluna no Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br), a revista eletrônica do Portal Terra. Seu primeiro romance foi A Corrida do Rinoceronte, publicado em 2006 pela Devir, que também lançou o seu segundo livro de contos, A Sombra dos Homens (2004).

14 de novembro de 2009

BlogsferaMinas

O Página Cultural e o Fottus.com realizam em Uberlândia o Blogsfera Minas, evento que tem como objetivo reunir produtores, interessados, estudiosos e curiosos sobre o assunto Blog/Blogosfera; compartilhar conhecimento sobre esse universo através de palestras com profissionais experientes. Destaque para a palestra de Fred Fagundes, um dos criadores do Jacaré Banguela. A segunda etapa do projeto é fazer do site blogsferaminas.com um ponto de referência para a divulgação de conteúdos produzidos pela moçada de Uberlândia e Região. Se você é ligado no assunto ou tem um blog/site, ajude-nos a divulgar e seja nosso parceiro no evento. A inscrição custa somente R$ 1,00 (um Real) que será doado para a ONG Um Por Todos. Saiba mais acessando http://www.blogsferaminas.com/

>>> Informações enviadas por Sérvio Evangelista, do Página Cultural

12 de novembro de 2009

Escritores que tenho prazer em divulgar


1º - Porque são muito bons.
Dica subjacente: Escreva, mas seja – no mínimo – limpinho, como diria um professor. Para ser bom, leia muito, leia os clássicos, escreva muito, revise sempre.

- Porque são acessíveis, não são arrogantes, nem vivem em um mundinho criado pra si próprio (como muitos escritores e artistas).
Dica subjacente: Seja acessível. Não seja arrogante. Não se considere o novo gênio da última semana. Nada mais irritante do que escritor blasé.

3º - Porque não só divulgam a sua própria literatura (como muitos escritores), mas também são engajados artístico/literariamente.
Dica subjacente: Sim, não tenha medo de divulgar sua própria literatura, se acredita de fato nela. No entanto, nada custa divulgar autores/amigos em cuja literatura você também acredita. Não seja egocêntrico.

4º - Porque, mais do que escritores, muitos deles são espécies de agitadores culturais.
Dica subjacente: Hoje, além de escritor, é necessário que você: tenha conhecimentos de publicidade e propaganda, internet, mercado editorial, finanças etc.; seja vendedor do próprio livro; seja distribuidor do próprio livro; promova eventos artístico-literários. Não tenha medo de usufruir de ferramentas de outra área. Enfim, seja não apenas uma biloca, mas uma daquelas bolinhas da famigerada bolinha tailandesa. Entendeu a metáfora? Ou seja, não acredite que a Literatura se basta - nada mais ingênuo.

5º - Porque, se não se encaixam em todas razões acima, se encaixam em pelo menos uma :D


>>> Em breve, resenhas sobre livros, sites, blogues de Bruna Mitrano, Homero Gomes, Graciano Arantes, Marco Antônio Araújo Bueno, Nelson de Oliveira, Roberto de Sousa Causo, Rodrigo Novaes de Almeida, Simone Santana, entre outros. Confira também os trabalhos de Leeh, André Espínola, Tibor Moricz.



>>> Aguarde as continuações dessa postagem.

7 de outubro de 2009

Beócia carta para um mundo igualmente etc.

É uma carta, saiba, caduca como o mundo, como eu, que dele faço parte, embora não concorde com seu sistema, criado por todos, menos por mim, motivo justamente de eu não concordar. Uma carta de pedido de socorro, como queiram, sabendo eu que nem Deus já poderá me ajudar, com o perdão do clichê. Uma carta de quem sorriu a vida inteira, para os outros, para mim mesmo no espelho e às vezes para ninguém, intuído sobretudo em não desaprender do artifício duro (sorrir), dado este mundo idiota, para não dizer caduco novamente, ou caótico, repetindo o c. E por isso – pelo meu riso ora tresloucado e sem sentido, de alegria, ora para camuflar a angústia ou náusea que aqui dentro se permitiram (e não “eu permiti”) entrar – e por isso me tacharam louco, apesar de eu nunca acreditar num ser humano que não seja eu mesmo, não obstante a minha dita loucura, ou lucidez, como prefiro chamar, amarga. E amargo o choro de agora, entremeio à noite de estrelas faiscantes, creio eu, pois estou olhando para o teto, e não para o céu. Prefiro imaginar as noites a nunca ter as olhado, independentemente se feias ou bonitas. O choro alcança o paroxismo, não fazendo a mínima idéia do que isso significa, enfim, é um choro de doer, com lágrimas, soluços e tudo. E música. Sim, a música é para dar poeticidade às palavras, à carta, que, se chegar onde pretendo, fará muito sucesso, já decepcionado eu de somente fazer sucesso depois de morto. Morto? Pois é, escrevo esta justamente para dizer-lhes, quem quer que sejam esses lhes: vou me matar, ainda que não saiba como. Sei que quero uma morte tranqüila, sem sangue, como assim não o foi minha vida, bem insignificante, posto que mais aventureira e cheia de emoções que a sua. Cheia de música, de choros, de danças, às vezes macabras, de incertezas sobretudo – daí de ser melhor que a sua, banhada em rotina e lucidez, embora pseudo, com o perdão do grego. Minha vida foi farta de paixão, na maioria das vezes censurada, por ser direcionada ora para prostitutas ora para mulheres casadas (e infelizes) ora para pessoas do mesmo sexo, a saber, masculino. Quero delicadamente lhes falar que enfiem suas tradições, seus sistemas e sua religião no meio do cu, não sem antes de limpá-lo, para dar-lhe uma aparência melhor, visto que é o que mais lhes preocupa. Vou pegar esta carta, ou missiva, para soar mais erudito, e colocá-la numa garrafa, sabendo de antemão que teria mil alternativas mais criativas. Prefiro, porém, que a garrafa e conseqüentemente a carta (posta dentro) tenham vidas próprias, mesmo que para isso corram o perigo de o mar, como sempre indeciso, não saber aonde levá-las, ou deixá-las afundar, o que seria poético no entanto estéril, pois creio eu que os peixes ainda não aprenderam a ler, oxalá nunca aprendam!, para não ter que ler tantas porcarias que têm sido escritas, dentre elas isto, que se nomeia (eu nomeei) carta. Inclusive, a título de corroborar o assunto, a folha, não plastificada, molharia, se para o fundo do mar afundasse, e rasgaria, ou se desmancharia. Dada a cena que esmaga a minha mente já esmagada (se não, não estaria aqui, e assim), decidi, por unanimidade, ou seja, um voto a zero, suicidar-me. Vejo palhaços, e sinceros (o que é pior) mortos, com um sorriso nos rostos, em rostos (para ser mais exato) feios e iguais ao meu – por isso do meu arrependimento e da conseqüente decisão de me matar, porque não vejo, por enquanto, alternativa melhor (se tem, por favor, venha me informar qual, no máximo em vinte minutos). Liquidei quem não merecia ser liquidado. E, então, morri (prenunciando o futuro), posto que depois, daqui a pouquinho, após eu acabar de escrever, colocar na já citada garrafa e jogá-la no mar, ou num rio que para lá vá, como todos os rios, acredito eu, contrastando com o resto, no qual já não acredito mais, sobretudo em deuses. Fiquem eles com sua cômoda condição de não-ser-humano. Se aqui estivessem, veriam minhas lágrimas e, junto, o riso convulso que me toma por completo, inclusive na altura da cabeça do pênis, já muito não usado. A caneta tá... falh... por... porra! Troquei de caneta, agora vermelha, da cor do sangue de meus companheiros, que aqui estão, embora mortos. Que suas almas vão para o céu, ou inferno, dependente se foram bonzinhos ou não. Deus sabe de tudo, bom ou ruim para Ele. Mas eu não! E não sabia quando atirei, e rindo, alto e descaradamente, em todos, com suas mochilas, cadernos, canetas e outros acessórios completamente desnecessários, para não citar, por simples questão de ética educacional, os acessórios-professores (ou mestres), noventa por cento deles também dispensáveis, sobretudo os arrogantes e cheios de sabedoria, falsa, deixemos bem claro este detalhe. Culpo-os por me deseducarem, apesar de eu ter aprendido a somar, dois mais dois é igual (ou são iguais?) a três. Deus meu, Deus meu, por que nem o prazer de me desamparar me deu, já que nunca esteve próximo a mim? Somando os prós e os contras, fico feliz no que fiz: dois revolucionários a menos no mundo, daqueles que citam Marx e enchem a boca ao falar de comunismo, mas não têm coragem de dividir o pão com o melhor amigo. Menos três ou quatro mulheres bonitas porém intransponíveis (por que se arrumar tanto, se não transa com ninguém, ou tão-somente com quem tem dinheiro?). Menos cinco veados que olhavam para o meu pinto quando eu mijava no banheiro, provavelmente para compará-lo com os pintos alheios, nos quais já burilaram, e chuparam. Menos um débil mental (odeio débeis mentais) de óculos que custava conversar, mesmo sendo o orador do local em questão. Menos o Meu amor, o Meu grande amor (e disso não me sinto feliz, mas sim desesperado, e começo, novamente, a chorar), o Amor que, juntos, ríamos (alto e descaradamente) e chorávamos, na cama ou pelados, no banheiro ou com roupas, mesmo dormindo, nos sonhos, harmônicos como o céu e a terra, não levando em consideração os seres que lá e aqui se encontram, que, vamos ser sinceros, nunca combinaram, deuses e humanos. Olho no espelho (no espelho da minha imaginação) e vejo um rosto e olhos vermelhos, posto que azuis no meio do branco avermelhado. Olho no espelho (no espelho da minha imaginação) e vejo um cara gordo e risonho, que mais parece um babaca, daqueles que riem pela coisa mais idiota do mundo, também idiota, palavra idiota, usada por um narrador (ou cartista) idiota. Porra!, e esse choro agora convulso? Deus meu, Deus meu, se não me abandonou (partindo do pressuposto que já esteve alguma vez comigo), preferiria ter Você me abandonado e não Meu amor, já que fazíamos amor, e ríamos, coisas que nunca, eu e Você, ser humano e deus, nunca faríamos juntos! Olho no espelho (idem) e não vejo mais nada, pois as lágrimas são tantas! Tantas! E embaçam, turvam a visão, como a pouco aconteceu – e disso, dessa cegueira, ou lucidez exagerada, adveio a catástrofe (falo do Meu amor, e não dos outros). Já não sei o que falar. Bastaria a folha em branco, falaria mais do que mil palavras, estou chutando, não contei quantas escrevi, nem vou contar, tenho pressa em me matar. (Uma risada, solta e sincera, ao vê-los no chão, ensangüentados mas dignos, nobres). (HA-HA-HA!, rio para não chorar, mais). Todavia choro. Pela última vez. Ainda bem. Não vou dizer adeus. Só direi meu nome, se a caneta nã... se... porr...

17 de setembro de 2009

Mapa deste BLOGue


O que você encontra AQUi - - - - -

.>.> Conteúdo (Postagens) :::


.>.> Seções :::

  • Apresentação de boas-vindas, incitando os leitores a participarem, votarem na enquete, comentarem as postagens, assistirem os vídeos – deixarem rastros.
  • Enquetes e rádios.
  • Informações pessoais sobre o Autor e o Colaborador: atividades, profissão, interesses; bandas, músicas, livros, blogs e filmes favoritos etc.
  • Ego ou Alheio próximo: lista de links onde encontrará mais informações e curiosidades sobre o Autor e o Colaborador, como sites próprios, comunidades em que participam, sugestões de livros, Orkut, Fotolog etc.
  • Sobre anúncios Google & afins: sites interessantes e úteis sobre concursos e prêmios literários, concursos públicos, editoras, livros, cinema, música etc. Clicando e navegando nesses sites também é uma forma de contribuir com o Autor.
  • Contos do Autor para serem baixados: é só clicar na imagem correspondente ao conto e se direcionar ao PDF, formatado e pronto pra ser impresso.
  • Informações úteis sobre o meio literário: notícias atualizadas diariamente sobre tudo que está sendo noticiado por aí sobre publicações, eventos literários (mesas-redondas, bienais, festas literárias), autores etc. Sugiro.
  • Publicações em livros: capas dos livros que o Autor publicou. Clique e veja a capa em tamanho maior e com a legenda referente a cada obra separadamente.
  • Trailers: vídeos/trailers de contos do Autor. Assista ao vídeo sem precisar sair do blog.
  • Eu em outros cantos: contos meus publicados em outros sítios, em outras regiões, com estética e leitores outros.
  • Anúncios Google.
  • Livro é Tudo: comunidade onde escritores e amantes de livros se interagem. Vale a pena conhecer.
  • Lista de Blogs: links dos blogs de escritores e escritoras talentosas - - - atualmente Simone Santana, Bruna Mitrano, Marco Antônio Araújo Bueno, Nelson de Oliveira, André Espínola e Rodrigo de Almeida Novaes
  • Utilidade pública pros artistas: longa lista dos sites e blogs brasileiros mais influentes, úteis e interessantes sobre Artes e, mais especificamente, Literatura.
  • Mais Anúncios Google: se este blog lhe foi útil e interessante, ajude clicando e navegando pelos sites. Caso não tenha sido nem útil nem interessante, fique á vontade em dar um piparote no dono.
  • Seguidores: aquelas pessoas bondosas que enxergaram utilidade no blog e que o acompanham. Agradeço.
  • Sites MAIÚSCULOS: só site bão, mas bão mesmo - - - Controvérsia, Giselle Sato, Nardélio Fernandes Luz, Página Cultural, Valdeck de Almeida de Jesus.
  • Porão do Manicômio: ou Arquivo, onde encontrará todas as postagens por data de publicação.

26 de junho de 2009

Que livro sou eu?

Esses dias atrás, ao visitar o blogue de um colega de mestrado, o Adriano, me deparei com uma brincadeira que achei muito interessante. Era o seguinte: Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista? Faça o teste e descubra. Coincidentemente, o livro que eu seria foi um dos livros que mais li e mais gostei na vida. Eis o resultado abaixo (para fazer o teste clique AQUI):



Memórias póstumas de Brás Cubas, de MACHADO DE ASSIS
Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.


"Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.